Drone no seu evento ou vídeo: o que a ANAC exige — e as 5 perguntas antes de contratar

Por Wagner Wolf, fundador da W2 Films · 31 de agosto de 2026 · 7 min de leitura

A imagem aérea deixou de ser luxo de comercial de TV: o mercado global de serviços de filmagem com drone deve sair de US$4,7 bilhões em 2025 para US$24,7 bilhões em 2035 (Market Research Future). Mas tem um detalhe que a maioria das empresas que contrata "um drone pro evento" não sabe: filmagem profissional com drone é atividade regulamentada por três órgãos federais — e se o operador estiver irregular, a responsabilidade pode respingar em quem contratou.

O resumo pra quem contrata: drone profissional legal no Brasil = cadastro SISANT/ANAC com prefixo PP (uso comercial) + seguro RETA obrigatório + voo autorizado no SARPAS (DECEA) + rádio homologado na ANATEL. Sem qualquer um dos quatro, a operação é ilegal — mesmo que o vídeo fique lindo.

As 4 exigências que separam o profissional do amador

  • 1. Cadastro SISANT (ANAC): todo drone acima de 250g precisa de cadastro. Para uso com finalidade lucrativa — filmagem de evento, institucional, inspeção — o cadastro é da categoria PP (uso não recreativo), não o PR de hobby. O certificado tem número público que você pode pedir;
  • 2. Seguro RETA: na categoria profissional, o seguro contra danos a terceiros é obrigatório por lei, independente do peso do drone (T4 Drones). É ele que protege o seu evento se o equipamento cair sobre alguém;
  • 3. Autorização de voo SARPAS (DECEA): cada voo em área urbana precisa de solicitação prévia no sistema do Comando da Aeronáutica — com local, altura e horário. Perto de aeroportos e heliportos, a análise é mais rigorosa (e às vezes o voo é negado: planeje com antecedência);
  • 4. Homologação ANATEL: o rádio-controle precisa ser homologado — drones importados por canais informais frequentemente não são.

Além disso, as regras operacionais do RBAC-E94 valem sempre: distância de terceiros não anuentes, limite de 120m de altura sem autorização especial, voo apenas em linha de visada visual (AeroCopilot).

2026: a maior mudança regulatória desde 2017

O setor vive a maior transformação desde a criação do RBAC-E94: entram em vigor em 2026 o RBAC nº 100 (ANAC) e a nova ICA 100-40 (DECEA), que reorganizam categorias de operação, formação de pilotos e regras para voos além da linha de visada (Irlen Menezes). Na prática, para quem contrata: a exigência sobre operadores profissionais aumenta — mais um motivo para checar a regularidade de quem voa no seu evento, porque quem opera "no cinza" vai ter cada vez menos espaço.

Checklist de contratação: as 5 perguntas antes do drone subir

  • "Me manda o número do cadastro SISANT do drone?" (e confira o prefixo PP);
  • "O seguro RETA está vigente?" (peça a apólice — leva 1 minuto);
  • "O voo vai ser autorizado no SARPAS?" (a resposta certa envolve local, data e altura — quem nunca ouviu falar do sistema é sinal vermelho);
  • "O local permite? Tem aeroporto ou heliporto próximo?" (em Curitiba e Florianópolis, boa parte da área central tem restrição — o profissional experiente já sabe onde pode);
  • "E se chover ou ventar, qual o plano B?" (drone não voa em qualquer clima; produção séria prevê janela alternativa ou cobertura por terra).
Por que isso importa no orçamento: parte do valor de uma diária de drone profissional paga exatamente essa infraestrutura invisível — cadastros, seguro, autorizações, piloto habilitado e equipamento homologado. O "drone do sobrinho" é mais barato porque pula tudo isso — e o risco de multa da ANAC, embargo do voo no meio do evento ou acidente sem seguro fica com você. É a mesma lógica que explicamos na anatomia do orçamento de vídeo.

Quer ver o que imagem aérea bem feita entrega? Veja nossos trabalhos com drone em Curitiba e drone em Florianópolis — voamos regularizados nas duas cidades há anos, inclusive em eventos corporativos.

Perguntas frequentes

Preciso me preocupar com a regularização se eu só estou contratando?

Sim: o evento é seu, o local é seu e o risco de um voo ilegal sobre seus convidados também é seu. Pedir SISANT (prefixo PP), seguro RETA e autorização SARPAS leva minutos e filtra operadores amadores imediatamente.

Drone abaixo de 250g não precisa de nada?

Para lazer, as exigências são menores. Para uso COMERCIAL (filmagem contratada), as obrigações de operação profissional se aplicam — e as novas normas de 2026 (RBAC 100 e ICA 100-40) estão redesenhando justamente essas categorias.

Pode voar drone sobre as pessoas no meu evento?

Sobre pessoas não envolvidas na operação e sem anuência, não — a regra geral exige distância de terceiros. Produções profissionais planejam trajetos que capturam a plateia em ângulo, sem sobrevoo direto, e informam a organização do que é possível.

Quanto tempo antes preciso fechar a filmagem aérea?

O ideal é 1-2 semanas: a autorização SARPAS é solicitada com antecedência, e locais próximos a aeroportos podem exigir análise mais longa ou ter o voo negado — aí o plano de cobertura muda.

E se o tempo fechar no dia?

Drone não voa com chuva ou vento forte. Produção séria acompanha a previsão, prevê janela alternativa dentro do evento e garante cobertura por terra do momento-chave — o registro nunca fica refém do clima.

Fontes e referências

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Conte o local e a data do seu evento ou gravação — devolvemos viabilidade do voo (SARPAS, restrições da região) e proposta em até 24 horas úteis.

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